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São inúmeras as formas de conseguir investimento para alavancar uma startup, mas é preciso que esteja alinhada com as expectativas do investidor, para que seja possível obter o valor desejado.

As startups são empresas, cujo modelo de negócio é voltado à tecnologia, escaláveis e inseridas em mercados de risco. Um ponto fundamental é o investimento para a startup. Captar recursos e encontrar um investidor anjo é o grande desafio para esse tipo de empreendimento.

Estimativas do estudo Inside Venture Capital Brasil mostram que as startups conseguiram captar cerca de R$ 18 bilhões, em 2020. Além disso, os programas de aceleração e hubs de integração das startups também têm proporcionado condições mais favoráveis para a obtenção de investimentos.

Pré-Seed é o nome dado a um dos primeiros aportes que as startups costumam receber. Assim, este investimento é utilizado para que a empresa possa desenvolver o seu Produto Mínimo Viável (MVP).

O MVP é como um protótipo da solução da startup que já pode ser testada em uso comercial. Costuma ser de R$ 50 mil a R$ 500 mil. 

O investimento Seed, por sua vez, costuma ser aplicado em startups com um MVP já validado, no qual os investidores enxergam um bom potencial de escalabilidade. Investimentos como este costumam partir de R$ 500 até R$ 2 milhões.

Com este dinheiro, é comum que as startups apliquem parte na estruturação da empresa (funcionários, infraestrutura e administração).

Tipos de investimento para startups

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Além do tipo do aporte, investimento para startup pode vir de diferentes fontes:

FFF (Family, Friends, Fools): um investimento para startup com características iniciais e tímidas. A startup recebe pequenos aportes (quase empréstimos) de familiares, amigos e pessoas próximas dos empreendedores. 

Bootstrapping: os empreendedores bancam o nascimento e o crescimento da startup com os seus próprios recursos. Ou seja, eles basicamente tiram todo o capital operacional da empresa do bolso.

Incubadoras: são empresas ou entidades que promovem a integração entre startups e outros agentes do mercado, como empresas, investidores anjo, fundos de investimento para startup e outras figuras importantes. As startups têm a oportunidade de interagir entre si a fim de criar novos negócios, bem como receber mentorias e apresentar pitches para pessoas-chaves que podem proporcionar o investimento.

Aceleradoras: são instituições que unem startups a possíveis investimentos. Proporciona um encontro entre uma empresa que possui uma dor (e quer pagar pela resolução) e uma startup que pode resolver aquela dor, podendo firmar uma parceria de longo prazo.

Programas governamentais: cada vez mais o governo está investindo nas startups. Isso acontece porque, de fato, estas empresas podem transformar a realidade do mercado e melhorar a vida das pessoas. Além disso, startups consolidadas pagam mais impostos.

Startup: tire sua ideia de inovação do papel em 2 passos

Investidores anjo: são agentes do mercado especializado em fazer aplicações de alto risco. São investidores individuais que costumam fazer Seed, Pré-Seed ou Série. O  investidor aplica o dinheiro e, ao fim de determinado prazo, recebe um múltiplo do valor que investiu.

Crowdfunding: centenas ou milhares de pessoas investem um pouco de dinheiro na solução da startup. Por isso, dependendo da quantidade investida, estas pessoas podem ganhar produtos/serviços ou até brindes especiais.

Venture Capital: acontece quando um investidor ou um fundo de investimentos adquire uma parcela do capital acionário da startup. Como a parcela normalmente é minoritária, os fundadores da startup continuam no controle administrativo. Os investidores têm a intenção de, no futuro, vender as ações da startup por um valor maior do que o investido e, assim, gerar lucro.

Private Equity: fundos administrados por bancos especializados na aceleração de startups e empresas promissoras. Embora o dinheiro do Private Equity venha de investidores diversos, quem escolhe e administra as empresas que receberão os investimentos normalmente é o próprio banco. 

IPO: abertura de mercado na bolsa de valores. O momento zero é fundamental: a empresa precisa captar o máximo de valor em sua abertura de ações. Depois, estas ações serão negociadas de acordo com o mercado e com o desempenho da startup. Dessa forma, fazer um IPO dá muito dinheiro, mas obriga as empresas a terem um pleno controle de auditoria de seus processos, para divulgar aos investidores de maneira trimestral. 

Os cinco T’s de uma startup

Existe um framework com cinco fatores que costumam ser os mais levados em conta por quem investe em uma startup:

Time

A equipe da startup. Investidores observam especialmente os fundadores e o time de executivos da empresa. Buscam entender se estão aptos a crescer e se farão uma boa gestão dos recursos investidos.

TAM

Total Addressable Market. Basicamente, o tamanho daquele mercado. Investidores buscam saber qual é a quantidade de dinheiro que circula no nicho que a startup busca se inserir.

Tech

Leva em conta tecnologia e produto. Afinal, investidores preferem investir em soluções já validadas e que estejam em conexão com as dores do mercado. Então, se a solução for de baixo custo, tecnologicamente viável e escalável, melhor ainda.

Tração

Só faz sentido investir em uma startup se ela crescer rapidamente. Por isso, investidores observam indicadores do passado, do presente e projeções do futuro para entender se aquela empresa realmente tem potencial.

Trenches

Diz respeito de como a startup se diferencia da concorrência, como ela se defende das demais empresas do mercado e de que maneira ela pode impedir que a concorrência roube seu Market Share.

Como atrair investimento para startups

Primeiro a empresa precisa fazer o MVP, como já mencionamos aqui. Testar a solução, receber o feedback e realizar o Product Market Fit. Ou seja, adaptar sua solução às necessidades do mercado. Faça um pitch de investimento – é uma comunicação rápida para investidores que buscam mostrar porque a startup merece receber um aporte.

Um pitch de investimento costuma ter descrição geral da empresa (missão, visão, valores); descrição do produto; análise da concorrência; diferenciais da sua solução; detalhes do time; KPIs; metas e objetivos com descrição do que será feito com o investimento.

Como conseguir um investidor anjo

Antes de iniciar a busca de investidores, deve-se conhecer bem o mercado de atuação, visitar clientes potenciais, conversar com pessoas que já atuam no mercado e levantar informações sobre concorrentes. ​​Ao mesmo tempo, é importante demonstrar sua capacidade de execução, tendo tração ou, no mínimo, a elaboração da prova de conceito ou MVP do seu produto/serviço.

O processo de uma startup para conseguir investimento anjo pode ser dividido em duas etapas: estruturação do negócio e captação do investimento.
 
Recomenda-se buscar um conselheiro experiente (advisor) para ajudar no desenvolvimento de todas as etapas, em troca de uma pequena participação no negócio. O conselheiro poderá inclusive se tornar um investidor líder na startup.

É importante desenvolver um protótipo ou prova de conceito do produto/serviço principal, a fim de validar com clientes potenciais e demonstrar sua capacidade de execução para o investidor.
 
Então, deverá ser elaborado um pitch e uma apresentação do modelo de negócio, mostrando como o produto ou serviço vai atender o mercado, qual será a forma de receita, quanto se espera faturar e qual o investimento necessário, assim como onde será usado.

Captações de investimento geralmente suprem o prazo dos próximos 12 meses de operação da empresa. Ou seja, mesmo se a empresa não tiver receita, você vai ter dinheiro em caixa o suficiente para conseguir atender todas as despesas da empresa.

Antes de qualquer investimento, o investidor sempre verifica se a empresa é legítima, se os sócios têm algum problema na justiça, uma verificação jurídica e contábil. No mundo das startups isso é chamado de Due Diligence.

A primeira formalização, que é a mais importante, é a criação de um CNPJ. CNPJ é o “CPF” da sua empresa, e não existe um modo seguro de investir em um projeto, se não for vinculado a um CNPJ ativo.

Calcule o Valuation de sua startup

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Se você cede 10% da sua empresa em troca de R$ 200 mil, então 100% da sua empresa vale R$ 2 milhões. Se você cede 20% em troca de R$ 700 mil, então sua empresa vale R$ 3,5 milhões. E a única forma de você conseguir descobrir essa matemática ideal, é fazendo o Valuation.

Valuation é o ato de calcular o valor justo de uma empresa ou startup, com base em metodologias financeiras e expectativas de retorno futuro.

A maioria dessas técnicas é voltada para empresas mais desenvolvidas ou tradicionais, mas ainda assim há algumas técnicas úteis para calcular o Valuation justo de uma startup.

Então vamos supor que ao fazer o Valuation da sua empresa, você descobre que ela vale 2,7 milhões, em uma captação que você busca R$ 300 mil.

Para descobrir o quanto você vai ceder para o investidor, basta você dividir o capital que o investidor vai aportar, pela soma do Valuation mais esse mesmo capital que o investidor vai aportar. Com isso, chegamos aos 10% que serão cedidos para o investidor em troca do investimento.

Estágios de amadurecimento das startups

Startup recém-criada (ideia/ validação) – Para startups em um estágio tão inicial quanto esse, apenas pessoas muito próximas aos fundadores teriam coragem de investir. Amigos, familiares e ex-colegas de trabalho são as opções mais prováveis para você. Nesse estágio, o normal são captações entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, com foco em tornar os fundadores full time e tirar o projeto definitivamente do papel.

Startup com receita e equipe formada – Para startups em um estágio intermediário, a percepção de risco por parte dos investidores diminui. Os investidores mais prováveis são os investidores anjo, grupos de anjos, aceleradoras, instituições de fomento e plataformas de Equity Crowdfunding. Nesse estágio, o normal são captações entre R$ 200 mil e R$ 2 milhões, e a empresa tende a tomar um porte ainda mais significativo, com a formação de áreas e criação de processos.

Startup em fase de escala – Para startups em um estágio avançado, com receita bruta anual já na casa dos milhões, a percepção de risco dos investidores diminuiu ainda mais. Nesse estágio, os investidores mais prováveis para a sua empresa são os Venture Capitals. Venture Capitals são os fundos de investimento que investem em empresas que têm a capacidade de multiplicar de tamanho ao longo de anos, e investem entre R$ 5 milhões a R$ 50 milhões em troca de 20% a 35% dos negócios.

Dicas de sites que informam sobre como obter recursos e você pode baixar os pdfs gratuitamente e seguir o passo a passo, para quem está começando do zero e quer abrir sua startup:

GUIA COMPLETO: COMO TRANSFORMAR A SUA IDEIA EM UMA STARTUP!

PLANO DE NEGÓCIO DE UMA EMPRESA STARTUP DE LÍNGUAS NA INTERNET

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