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A ‘Segunda Era das Máquinas’ vê uma sociedade em que humanos terão que atuar como robôs, porém, os humanos devem ter mais controle sobre seus dados 

Na obra “A Segunda Era das Máquinas”, o leitor vai conhecer um pouco mais sobre um fenômeno que se espalha pelo mundo. No livro, os autores falam sobre a combinação dos poderes exponenciais e digitais, que possibilitam a criação de dois dos mais importantes eventos da história da humanidade: a emergência de uma inteligência artificial (IA), real e útil, e a conexão da maioria dos cidadãos do mundo através de uma rede digital comum.

Para os escritores do livro: Brynjolfsson e McAfee, cada um destes eventos, em separado, alteraram, fundamentalmente, as nossas perspectivas de crescimento. Mas, combinados, são mais importantes do que qualquer outro acontecimento desde a Revolução Industrial, a qual mudou a forma como a força de trabalho era realizada. Na “Segunda Era”: quais são os empregos do futuro? Quantos serão? E quem os terá?

Não por acaso, este é o guia mais vendido do New York Times sobre como a automação está mudando a economia, minando o trabalho e remodelando nossas vidas. Além de ser vencedor dos prêmios de Melhor Livro de Negócios do Ano do Financial Times e da Forbes.

A narrativa mostra que as máquinas digitais escaparam aos limites que as confinavam e começaram a demonstrar capacidades alargadas em termos de reconhecimento de padrões, comunicações complexas e outros domínios, os quais eram, até agora, da esfera exclusiva dos humanos.

Brynjolfsson e McAfee asseguram ainda de modo otimista que a inteligência artificial será, de forma crescente, “embutida” no nosso dia a dia, principalmente quando os seus custos descerem. Muito em breve, garantem, a nossa vida irá melhorar graças a inúmeras peças de IA, que estarão ao serviço de humanos que delas necessitarem.

Tais utilizações da IA incluem o reconhecimento dos rostos dos nossos amigos em fotos e a recomendação de produtos. As mais substanciais estendem-se à condução autónoma de viaturas, à orientação de robôs em armazéns ou uma melhor correspondência entre empresas e candidatos ao emprego.

E, mesmo em sonhos, ninguém teria imaginado que o mundo da série de animação “Os Jetsons”, se tornaria real, mas as previsões são as mais incríveis. E são do tipo que as tecnologias digitais serão capazes de restaurar a audição em surdos; e, muito em breve, irão restituir a visão a cegos. Os benefícios da IA estão a ser extensíveis aos paraplégicos, na medida em que já existem cadeiras de rodas controladas através do pensamento.

Isso não significa que iremos mergulhar em uma era de desemprego massificado, mas que as pessoas terão acesso às competências de que precisam para trabalharem em conjunto com as surpreendentes tecnologias que estão a ser desenvolvidas.

Na verdade, não será a marginalização dos trabalhadores humanos ou destruição dos postos de trabalho, a ideia é atuar no sentido de dar às pessoas ferramentas e o ambiente propício ao seu desenvolvimento.

Os autores observam que algo revolucionário ocorreu ao longo da última década e que está sendo sentido nos empregos, nas fábricas e nas escolas. O mundo passou de “conectado a hiperconectado”, e, em consequência, o mediano acabou porque os empregadores agora têm acesso mais fácil e mais barato a softwares acima da média, automação e genialidade adquirida a baixo custo do exterior.

Brynjolfsson e McAfee, ambos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, oferecem uma explicação mais detalhada: nós estamos no início da Segunda Era das Máquinas.

Primeira Era das Máquinas

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A Primeira Era das Máquinas, eles argumentam, foi a Revolução Industrial que nasceu juntamente com a máquina a vapor no final dos anos 1700. Esse período tratou de “sistemas para aumentar a força humana”, explica McAfee, “e cada invenção sucessiva naquela era proporcionava mais e mais força”.

Logo, as invenções dessa era, tornavam o controle e trabalho humano “mais valiosos e importantes”. Trabalho e máquinas eram complementares.

Na Segunda Era das Máquinas, entretanto, argumenta Brynjolfsson, “nós estamos começando a automatizar muito mais tarefas cognitivas, muito mais sistemas de controle que determinam como usar aquela força. Em muitos casos, máquinas de inteligência artificial podem tomar melhores decisões do que os seres humanos”.

Assim, seres humanos podem cada vez mais ser substituídos por máquinas guiadas por software e não mais se complementarem. O que torna isso possível, argumentam os autores, são três avanços tecnológicos imensos que acabaram de chegar ao seu ponto de virada, avanços que eles descrevem como “exponencial, digital e combinatório”.

Eles sugerem ainda que deve-se baixar os impostos sobre o trabalho humano e torná-lo relativamente barato em relação ao trabalho digital, que deve se reinventar a educação, de modo que mais pessoas possam “correr com as máquinas”, não contra elas, e até mesmo considerar garantir a cada ser humano, uma renda mínima.

Autores da Segunda Era das Máquinas advertem que é preciso repensar as profissões atuais

Os autores advertem que é preciso repensar as profissões atuais porque não estamos em uma queda dos empregos induzida por recessão. Nós estamos em um furacão tecnológico que está mudando o local de trabalho –cuja força não para de dobrar.

No livro, os dois pensadores revelam que conforme todo o impacto das tecnologias digitais for sentido, perceberemos uma riqueza imensa na forma de tecnologias pessoais, infraestrutura avançada e acesso quase sem fronteiras aos itens culturais que enriquecem nossas vidas.

Em meio a essa riqueza, também haverá mudanças intensas. Profissões de todos os tipos ― de advogados a caminhoneiros ― serão transformadas para sempre. As empresas serão forçadas a se adaptar para continuar sobrevivendo. Os indicadores recentes da economia já mostram que menos pessoas estão trabalhando e os salários caindo, mesmo enquanto produtividade e lucros sobem aceleradamente.

Robôs: 2 dicas para detectar o comportamento nas redes

Porém, uma coisa é fato, existem profissões que não vão poder ser substituídas em hipótese alguma por robôs, ao menos, não por enquanto. É o que aborda um artigo da Forbes, em que especialistas em tecnologia foram ouvidos sobre o fim das profissões.

Eles reconhecem que é verdade que utilizar robôs para agilizar alguns processos é uma forma de economizar com um funcionário. Mas, por mais que os chatbots sejam bons e eficientes, não se deve eliminar a contribuição dos humanos. Segundo Vikram Joshi, fundador e CTO da Pulsd Technology, os robôs devem ajudar os agentes humanos em vez de substituí-los. “Às vezes, os usuários precisam conversar com alguém para ser atendido. Sou a favor do uso das máquinas, pois na maioria dos casos, elas são muito mais eficientes que os seres humanos. Mas não importa o que sua empresa faça, você terá casos significativos em que os usuários precisam de humanos,” diz

Programadores de computador estão prestes a ser substituídos por robôs e softwares inteligentes. As soluções passadas para a disrupção tecnológica, especialmente mais treinamento e educação, não vão funcionar. 

Web3

shutterstock 2083690645 Convertido 1 - Tag Chat

Neste “novo capítulo” da internet, de acordo com reportagem da BBC Mundo republicada no site Terra, não mais precisaremos de sistemas operacionais complexos ou grandes “hard disks” para armazenar informações, porque absolutamente tudo estará na chamada “nuvem”. Além disso, tudo será muito mais rápido e passível de ser personalizado. Em linhas gerais, é possível dizer que na Web3 as máquinas vão “colaborar” com os seres humanos de forma mais eficaz.

Seu principal valor, no entanto, é a descentralização da internet: criar uma rede mais equitativa e reduzir o poder dos chamados “gigantes da internet” – as enormes empresas do setor de tecnologia digital – como ressaltam aqueles por trás desse novo conceito.

Essa mudança está sendo desenvolvida há anos e já tem impacto no Vale do Silício (a região do Estado americano da Califórnia, que representa a indústria de tecnologia). O termo Web3 foi criado em 2014, pelo britânico Gavin Wood.

Na tradição de clássicos de definição de agenda, como The Innovator’s Dilemma, de Clay Christensen, McAfee e Brynjolfsson oferecem uma análise penetrante de um novo mundo e um kit de ferramentas para prosperar nele. Para startups e empresas estabelecidas, ou para qualquer pessoa interessada no que o futuro reserva, Machine, Platform, Crowd é leitura essencial.

Links pesquisados

www.ver.pt.com.br
www.noticias.uol.com.br
www.thinkers50.com
www.terra.com.br
www.forbes.com.br